Brasil inicia fase decisiva em Copenhague cobrando metas dos países ricos

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sinalizou que começará a última semana de negociações da reunião das Nações Unidas sobre mudança climática, em Copenhague, exigindo dos países ricos metas claras de redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Eric Brücher Câmara, BBC Brasil

Em entrevista coletiva no domingo, ela afirmou que sem os cortes dos países industrializados, não vai ser possível chegar a uma redução global das emissões.

“O primeiro problema é esse: eles têm que reduzir os números (de emissões) deles. Porque se não reduzirem, essa conta não fecha nunca”, disse a ministra, ao lado do colega do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Na última semana de negociações, ministros da maioria dos 192 países assumem a chefia das delegações em Copenhague, na esperança de desobstruir o caminho para um acordo que mantenha o aquecimento global abaixo de pelo menos 2ºC.

No entanto, as metas para os países ricos, cobradas por Dilma Rousseff, estão longe de um consenso. No rascunho de acordo apresentado na sexta-feira, elas variam de 25% a 45% até 2020.
“Temos que ter muito cuidado para que os problemas dos países desenvolvidos não sejam colocados nos ombros dos países em desenvolvimento. Quem vai pôr o que na mesa? Nós botamos, a África do Sul se comprometeu a reduzir 30%."

Variações

As propostas individuais dos países variam muito: os Estados Unidos – o segundo país que mais polui o planeta, atrás apenas da China – oferecem cortes de 17% em relação aos níveis de 2005 até 2020.
Segundo especialistas, isso significaria 4% em relação a 1990, ano normalmente tomado como base para este tipo de cálculos.
A União Europeia promete cortes de 20% a 30%, mas as intenções individuais dos países do bloco também indicam como o assunto é polêmico: a Alemanha já prometeu cortar até 40%; a Grã-Bretanha, 34%; a França, outros 30%.”
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