A moda e a candidata (17/12)

A ex-ministra do Meio Ambiente leva uma vantagem importante sobre os corredores que hoje lideram: enquanto Dilma e Serra (ou Aécio) precisarão cada um fazer a própria campanha, a de Marina é feita pelos outros

Alon Feuerwerker, Blog do Alon

A aritmética dos estrategistas no governismo calcula, com razão, que Ciro Gomes fora do páreo presidencial conduz a uma grande chance de a eleição ser decidida no primeiro turno. Nas contas deles, a ministra Dilma Rousseff capturaria três em cada quatro eleitores que hoje estão satisfeitos com o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Chegaríamos assim aos cerca de 60% que Lula fez em 2002 e quatro anos depois. Ou um pouco menos, mas suficiente para estourar champanhe já na primeira rodada.

Na oposição também se avalia que a coisa pode mesmo ser resolvida de cara, mas a favor do candidato do PSDB. Que partiria do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste com uma margem impossível de reverter no Norte e no Nordeste. A oposição não é tão otimista quanto o governo, tampouco afunda no pessimismo. Para ela, Lula e Dilma falam sozinhos, e quando o candidato tucano alçar voo a coisa vai mudar. Como a estratégia do PT está mais do que anunciada, tempo de preparação é que não terá faltado, em meados do ano que vem, para o desafiante do PSDB entrar bem no debate.

Mas há uma variável que preocupa os dois lados hoje favoritos, e cuja dimensão ninguém consegue ainda medir precisamente: Marina Silva. A senadora vai tocando sua pré-campanha em quase silêncio. De vez em quando aparecem notícias sobre conversas com o PSol. E agora na Conferência do Clima, como era previsível, a ex-ministra do Meio Ambiente ganha mais um bom espaço na imprensa. E só. A aparente debilidade da postulação chega a suscitar especulações, palacianas e tucanas, de que o volume dos recursos necessários na campanha presidencial levará Marina a desistir.”
Artigo Completo, ::Aqui::
Postar no Google Plus

About Antonio F. Nogueira Jr.

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários: