Dilma Rousseff trabalhará para se aproximar da iniciativa privada e de setores mobilizados, como os estudantes

Daniel Pereira, Correio Brasiliense

“Aclamada pré-candidata do PT à Presidência da República no sábado, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já tem estratégia definida para quando deixar o governo, em 2 de abril. A ideia é usar o período entre a desincompatibilização e o início da propaganda eleitoral gratuita a fim de estreitar laços com a iniciativa privada e os movimentos sociais, setores considerados fundamentais devido ao potencial para financiar campanhas e mobilizar o eleitorado. Até o fim do primeiro semestre, Dilma também cumprirá uma extensa agenda política. Viajará pelo país. Em vez de brilhar em inaugurações de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terá conversas com líderes regionais e reforçará a ofensiva destinada a torná-la mais conhecida da população.

Nas conversas com a iniciativa privada, Dilma terá o apoio do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que corre por fora no páreo pela vaga de vice na chapa da ministra. O petista Palocci e o neopeemedebista Meirelles transitam com desenvoltura entre empresários e banqueiros. São apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para afastar as suspeitas de setores do mercado — reverberadas por oposicionistas — de que a eleição da “mãe do PAC” resultará em descontrole das contas públicas e risco à estabilidade econômica. A ministra também é associada à pecha de “estatizante”. Essa espécie de reedição do “risco-Lula” de 2002 preocupa o Palácio do Planalto. Não à toa, foi tema recorrente no 4° Congresso Nacional do PT, no fim de semana.

“Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante”, disse Dilma ao discursar no encontro. Nos últimos anos, o PT ganhou terreno na disputa com o PSDB pelo apoio da iniciativa privada. Ainda estaria em desvantagem na queda de braço, segundo líderes petistas, mas teria conquistado espaços importantes. O setor da construção civil, por exemplo, está enamorado pela chefe da Casa Civil por conta do programa Minha Casa, Minha Vida, cuja meta é a construção de 1 milhão de moradias populares. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) já pensa numa segunda edição do projeto habitacional do governo federal. Os usineiros de São Paulo também se aproximaram da ministra, enquanto acumularam atritos com o governador paulista, José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência.”
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