Dilma discursa em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Brasília Confidencial

“A ministra Dilma Rousseff participou nesta terça-feira, 09/03, da homenagem às mulheres, realizada no Congresso Nacional, pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado ontem. Durante discurso, a ministra, pré-candidata à Presidência da República pelo PT, se disse honrada e afirmou que as mulheres merecem o mesmo tratamento que os homens. “A luta das mulheres brasileiras por mais igualdade, tanto na família como na sociedade, como no mundo do trabalho, tem sido uma luta secular. E nós temos plena consciência, hoje, de que não nascemos para ser discriminadas. Nós nascemos para ter os mesmos direitos, as mesmas oportunidades para receber tratamento igual na vida, na família, na sociedade e no mundo do trabalho”.

A petista também enumerou projetos do governo que favorecem o cidadão brasileiro e, principalmente, as mulheres, como o Bolsa Família, o Programa Minha Casa, Minha Vida. “O governo do presidente Lula está mudando a vida de milhões de brasileiros”. Dilma afirmou que seu trabalho ao se tornar a primeira presidente mulher da República, se eleita, terá como uma das prioridades a defesa do direito das mulheres. Contra a violência, a ministra informou que o número de hospitais que atendem casos de violência sexual e doméstica foi triplicado nos últimos sete anos.

“Acredito que nós mostramos sistematicamente o repúdio contra a violência que atinge a mulher pelo simples fato de ser mulher. E acho que essa é uma luta implacável, porque é uma ferida vergonhosa que nós temos de curar”. E para ajudar as mães que trabalham em período integral, Dilma anunciou que o segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) propõe a construção de no mínimo 6 mil creches no Brasil, 1.500 por ano. “Se nós quisermos de fato enfrentar a desigualdade na raiz, nós temos de tratar da questão da creche no primeiro ano de vida das nossas crianças”, explicou.

Na política, a ministra Dilma falou do “desafio que a participação feminina ainda representa”. “Muitas vezes, dizem que o fato de sermos mulheres nos prejudica para participar da política. Eu acho que o fato de sermos mulheres, em vez de nos prejudicar, nos ajuda, e muito. As mulheres são sensíveis, e isso é qualidade. São práticas, sensatas e objetivas, e isso é indispensável na política. E as mulheres, por sua vida, elas são fortes, não se curvam à dor e agüentam sacrifícios, não os temem. Elas são corajosas, sem dúvida, e isso é imprescindível se a gente quiser transformar o Brasil”. E reafirmou: “Sempre me perguntam se a mulher está preparada para ser Presidente do Brasil. Eu digo a vocês: o Brasil está preparado para ter uma mulher Presidente”.
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