Dilma não causa temor entre empresários

Aqui, neste recinto, todo mundo está ganhando dinheiro”, diz o presidente de uma grande multinacional, líder em seu setor no Brasil, durante o almoço num dos mais luxuosos restaurantes de São Paulo. “Ninguém pensa em mudanças. Se o Serra disser que irá mudar o câmbio, todo mundo aqui vai tirar do bolso do paletó sua estrelinha do PT”.

Último Segundo / IG

Esse é mais ou menos o discurso de empresários de diferentes setores ouvidos pelo iG na última semana. Por motivos óbvios, muitos pedem para não serem identificados.
Na opinião do executivo que almoçava no restaurante luxuoso, parte considerável do empresariado vai optar preferencialmente pela continuidade da política econômica atual nas eleições presidenciais deste ano. A previsão pode ou não se confirmar, mas a declaração dá conta de um cenário que tem se cristalizado: a despeito de a ministra da Casa Civil e candidata governista à presidência, Dilma Rousseff, ser considerada, por alguns observadores, “mais à esquerda” do presidente Lula, o “risco Dilma” inexiste para esse extrato do eleitorado.

"Eu a conheço"

Entre os grandes empresários, uma das primeiras manifestações públicas desse sentimento foi dada recentemente por Abilio Diniz, presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar. Na ocasião em que apresentava Enéas Pestana como novo presidente executivo do grupo, o empresário afirmou, entre outras louvações, que “ela pergunta, é muito bem informada. Alguns temas, conhece profundamente. Infraestrutura, conhece profundamente. Conhece empresa”. Disse ainda – não sem fazer a ressalva de que as declarações não eram manifesto público de seu voto – “por que será que eu gosto da Dilma? Porque ela é ministra da Casa Civil e eu me encanto com ministra da Casa Civil? Não, eu gosto da Dilma porque eu a conheço”.

O cenário contrasta com o de 2002, quando ao “risco Lula” foi creditada uma onda de pessimismo na economia, que fez o risco-País disparar e o dólar atingir a cotação de R$ 4,00. Depois disso, após sacramentada a vitória do então candidato petista, bancos internacionais apressaram-se em distribuir relatórios em que afirmavam que o “risco Lula” havia se dissipado e que o candidato vitorioso passara ao status de “market friendly”, o queridinho dos mercados.”
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