Dilma: vantagem do PAC é deixar projetos prioritários definidos para o próximo governo

Daniel Lima, Mariana Jungmann, Pedro Peduzzi e Yara Aquino, Agência Brasil

“Ao apresentar hoje (29) a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que é também pré-candidata do PT à Presidência, afirmou que o programa tem a vantagem de deixar projetos prioritários definidos para o próximo governo.

“Acredito que vamos deixar para quem venha suceder o nosso governo um planejamento, projetos prioritários”.

Em um discurso menos técnico do que o de costume e encerrado com lágrimas, a ministra destacou ações do programa na área social.

“O PAC 2 reforça o caráter não apenas de infraestutura física, mas de infraestrutura social”. Em outro momento, Dilma afirmou que o programa não é apenas de uma sigla, uma lista ou um canteiro de obras, mas uma “realização humana”.

Entre as ações na área social destacadas pela ministra está a construção de 6 mil creches. Segundo Dilma, o investimento na educação infantil é uma questão relevante que significa “salvar uma geração”.

“As mães vão poder trabalhar fora, sabendo que suas crianças estão sendo cuidadas com segurança”, afirmou.

A ministra afirmou que as obras do PAC chegam a todos os governadores e prefeitos que apresentem projetos consistentes, independentemente de partidos. “Todos os governadores e prefeito foram tratados indistintamente, de forma republicana”.

Ao falar do Luz para Todos, ela disse que esse programa a toca “pessoalmente”' e, numa espécie de balanço de suas atividades, ela disse que essa foi uma da tarefas mais gratificantes que teve no governo. Dilma deixará o cargo no final desta semana para concorrer à Presidência.

A ministra citou o desafio que o país terá na área de logística para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 e disse que “energia não irá faltar” no país. Ela não deixou de citar a geração de energia com respeito ambiental.

Dilma falou sobre o Minha Casa, Minha Vida, que em março completa um ano, e afirmou que junto com o PAC, o programa irá reduzir pela metade o déficit habitacional no país.

“Serão construídas 3 milhões de moradias. O déficit habitacional estava em 6 milhões, estaremos então reduzindo o deficit pela metade se cumprirmos esses dois programas”.
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