Eleição 2010: cenários e perspectivas

O momento em que estamos já estabeleceu que a polarização entre Serra e Dilma será a tônica desta campanha. As projeções que fizemos indicam que Dilma está em curva ascendente consistente e Serra, na melhor das hipóteses, se estabilizará na faixa de 30-35%, percentual próximo ao que obteve no 2º turno de 2002 (38%). Isto é, a sua passagem pela prefeitura de São Paulo e no governo do estado de São Paulo (2006-09) não lhe acrescentou nada de significativo em termos de voto. Dilma, ao contrário, entra nesta disputa com 4% de intenções de voto em fevereiro de 2008 e hoje se projeta apontando para cima em vias de passar o Serra em breve. A análise é de Marcus Figueiredo, do IUPERJ.

Marcus Figueiredo, Carta Maior

Sabemos de longa data que o primeiro passo para uma disputa eleitoral competitiva é a construção do cenário político feito pelos partidos. O cenário eleitoral constitui-se de dois elementos fundamentais: as candidaturas e as suas agendas. Candidatos e agendas formam uma entidade, um “ser político”, dual, fundado nas respectivas histórias e ações prospectivas.

No jargão da ciência política, candidatura implica no binômio história e futuro. Popularmente, aos olhos do eleitorado, Collor era “o jovem, destemido, que veio para cuidar da gente”; Maluf é “o malandro, como Pedro Malazarte, que ‘cuida’ da gente”; FHC é o “príncipe que veio cuidar da gente”; Lula, “como a gente, operário, que veio cuidar de gente como a gente”.

Portanto, história e futuro “da gente” formam o cenário eleitoral. E é isto o que estamos vendo na preparação das eleições deste ano.”
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