Estilistas criticam, mas populares da Sé aprovam moda Dilma

Claudio Leal, Terra Magazine

“Os estilistas podem esperar. Na Praça da Sé, em São Paulo, a maioria dos populares aprova o visual da pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. Sem excluir as vestes havidas como cafonas e aberrantes. Na manhã desta sexta-feira, o paranaense Milton Ferreira Barbosa, 59 anos, ostenta a placa "Compro Ouro", mas parece ter garimpado uma síntese das opiniões da praça mais popular da capital: "Está bem vestida, tipo uma pessoa que mostra a personalidade".

Milton agarra as duas fotos apresentadas para julgamento - Dilma com um vermelhinho básico, outra de terninho creme. "Não tá mostrando peito, não tá mostrando nada. Mulher de bem não vai andar pelada. E o vermelho é o símbolo do PT", interpreta o eleitor de Lula. "Se tá lá e tá bom, vai botar outro pra mudar de ideia?".
Tanto quanto na imprensa, a popularidade do estilo Dilma passa por bombardeios e afagos num círculo de estudantes. Daiane da Silva, 19, elogia os quindins de iaiá:

"Pela profissão dela, está bem, sim".

"Mas está ridículo. Ridículo. Podia ser mais moderninha, se produzir melhor", contesta a amiga Bruna Reis, 17.

De babado, sim. De babado, não.

"Ué, vai de acordo com a idade dela!", rebate Ivani Alves, 18.
"É um social feio. Podia ter mais maquiagem", corta Bruna. "Dilma tem que se valorizar mais. Ela não se produz, não põe nada no rosto. Mais maquiagem".

Enquanto as mulheres se entrosam em esperanto, um violão joga notas sobre a barulheira da Sé. "Esse tá mais Lula (vermelho), aquele tá mais Fernando Henrique (terninho creme)", decifra o violeiro Crispo, o Canarinho, 41. "Essa roupa é pra dormir, essa é pra ir trabalhar", discorda o missionário paraibano Severino Carlos dos Santos. De calça e blusa preta com firulas verticais, Canarinho se preocupa com o próprio look: "Você acha que estou bem pra um cantor sertanejo?".

Lá vem o cabeleireiro "Veridiana" Nogueira, 29 anos, como quem estuda a praça, antes de aterrisar na beirada do canteiro. Descontente com Lula, ele anuncia o voto em Dilma e estuda as fotografias: "Gostei. Tá social pra uma ministra. Ótima. Em trajes finos... Quero ver uma mulher no poder". Nascido em Belém do Pará, mas residente em São Paulo, choca-se com quantidade de pessoas escarrapachadas nas vias paulistanas. "Ontem eu estava numa reunião e soube que existem 50 mil pessoas nas ruas em todo o território nacional. Lula fica aí falando no Fome Zero, mas o que eu vejo é gente comendo lixo".
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