“Getúlio Vargas deu uma grande contribuição para a construção do Brasil moderno. Está vivo na história e na memória do País”.


Em discurso na convenção nacional do PDT, partido pelo qual iniciou sua vida política, a ex-ministra evocou símbolos da legenda

Matheus Pichonelli, iG

Em discurso de 20 minutos feito durante a convenção nacional do PDT, partido pelo qual iniciou sua vida política, a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, evocou a história de figuras como Getúlio Vargas (1882-1954), João Goulart (1919-1976) e Leonel Brizola (1922-2004), símbolos da legenda, para afirmar que representa, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a realização e continuidade dos "sonhos" do trabalhismo no Brasil.

No evento, que selou o apoio da sigla à sua candidatura, ela comparou a trajetória do PT e do PDT na luta contra o regime militar e e pela "afirmação da soberania nacional" e saudou a militância com críticas indiretas às lideranças do PSDB. No final dos anos 1980, Dilma trabalhou como secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre, durante a gestão Alceu Collares (PDT) - que foi saudado por ela durante o discurso. Apresentada à militância como "brizolista", Dilma deixou o PDT em 2001.

Sem citar nomes, ela criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já declarou que era preciso “virar a página” do getulismo no Brasil. “Getúlio Vargas deu uma grande contribuição para a construção do Brasil moderno. Está vivo na história e na memória do País, enquanto aqueles que o conduziram à morte se perderam no esquecimento da história. Houve quem dissesse que era necessário virar a página do getulismo. Mas não se vira a página de quem deixou a Petrobras, o BNDES, o salário mínimo e a proteção aos trabalhadores”.

Dilma citou ainda Leonel Brizola, um dos fundadores do partido que, no fim da vida, havia se tornado crítico do governo Lula. A petista o chamou de “grande brasileiro” e disse que, sob a liderança do presidente Lula, ajudou a construir um País hoje “soberano e socialmente justo”, como queriam as lideranças trabalhistas. “Brizola sempre considerou que a causa da educação era fundamental para a emancipação definitiva desse país. Hoje podemos dizer que somos a continuidade deste processo. Olha aí a nossa política externa: olha com que cabeça erguida nós nos relacionamos com o mundo. Quando chamou à luta pela legalidade, Brizola disse que seguiria para a luta com a força do povo. E olhe a coincidência histórica: em 2006, Lula cunhou a expressão: ‘É o Lula de novo, com a força do povo’”, disse ela, antes de completar: “os verdadeiros democratas somos nós”.
Foto: Agência Estado
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