Dilma defende crescimento econômico, mas com controle de gastos

Candidata também negou responsabilidade por quebras de sigilo

Do R7

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deu nesta terça-feira (31) entrevista gravada – em dois blocos de 10 minutos – para televisão. A participação da petista será seguida pela de José Serra (PSDB) e de Marina Silva (PV).

Para Dilma, a economia precisará continuar crescendo, com controle de gastos pelo governo.

Sem enfrentar perguntas polêmicas – ou que não tivessem sido feitas antes em outras aparições da candidata na TV – , a candidata conseguiu manter um tom ameno durante toda a entrevista. Uma das questões mais delicadas foi a da reforma fiscal.

Questionada sobre se será possível ao país continuar crescendo no mesmo ritmo dos últimos semestres sem fazer um ajuste fiscal, que é deixar as despesas do governo de acordo com a sua arrecadação, a candidata disse ser contrária a um eventual pacote de medidas.

- Hoje, sou contra a que se faça um ajuste fiscal no país. O Brasil precisou fazer ajuste fiscal no passado, que é um regime de caixa. Você corta qualquer despesa passível de corte, como aumento de salários, investimentos. Além disso, você aumenta imposto.

Dilma deu um exemplo para explicar seu ponto de vista.
- Imaginemos um empresário que tenha um crédito tributário. O Fisco deve para ele. Em regime de caixa, esse dinheiro é devolvido em 48 meses, por exemplo, em vez de em uma única vez. É um crime defender ajuste fiscal como o que foi praticado até hoje.

Investimentos do governo

Os investimentos públicos foram outra questão da entrevista. A pergunta, neste caso, foi "por que o governo Lula não conseguiu investir no país?" e Dilma respondeu.

- Não concordo com essa afirmação. Houve um esforço para os investimentos. Aumentamos os gastos públicos, e os investimentos privados em infraestrutura foram demandados pelo governo.

A candidata citou os exemplos da interligação da bacia do rio São Francisco e disse não haver mais o risco de falta de energia no país.

- Não estou satisfeita com os investimentos. Vamos precisar investir muito mais, e concordo que a taxa de investimentos em relação ao PIB [Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas pelo país] é muito baixa.”
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