Não podemos fazer política com ódio, afirma Dilma

Para a candidata, Brasil não perdoa quem baixa o nível em campanha

Mariana Londres, do R7

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira (23) que não faz política com "ódio". Ela não falou abertamente, mas a frase foi direcionada à campanha do PSDB, a que Dilma tem atribuído as acusações e denúncias que vem sofrendo.

- Não podemos fazer política com ódio porque o ódio é como uma droga: você vicia. É fácil de entrar, mas é difícil de sair. Não dá para demonizar ninguém neste país. Não se pode fazer isso. Isso não é clima adequado para um país que saiu há 20 anos da ditadura.
A petista disse ainda que manterá a conduta de "elevar o nível" da campanha e procurar a Justiça para se defender.

- Nós vamos continuar mantendo o alto nível nesta campanha. Vocês podem saber, nós não iremos em nenhum momento baixar o nível nessa campanha. Entrar com qualquer medida judicial não significa baixar o nível, significa se defender. [Para] quem baixa o nível, nem o Brasil e nem a história perdoam.

Em comício na noite de ontem (22) na cidade de Curitiba (PR), a petista disse que já havia dito que a oposição quer criar um "clima de ódio no país".

Ela foi questionada pelos jornalistas se apoiaria ou não o ato que será realizado em São Paulo contra a "baixaria nas Eleições".

- Não sou contra ato nenhum. Acho que todos nós temos que conviver com atos. Nunca vou desautorizar nenhum ato e nenhuma pergunta da imprensa. Não vejo hoje nenhuma ameaça à democracia no Brasil.

Agenda

A candidata do PT recebeu nesta quinta-feira na sede da LBV, em Brasília, a Confederação Nacional da Saúde. A entidade, que reúne as empresas privadas de saúde, pediu a ela uma melhor articulação entre os serviços privado e público de saúde no país. Dilma prometeu maior integração entre os setores em eventual governo.

- Eu prometi uma sistemática da relação de diálogo para encontrar soluções. O SUS (Sistema Única de Saúde) tem problemas sérios de financiamento e podemos promover parcerias, seja por meio de PPPs [Parcerias Público-Privadas] ou por parcerias de gestão. Precisamos completar a rede pública e atender à demanda de atendimento especializado na área pública, que é um desafio.

Dilma comentou ainda o índice de desemprego divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE, de 6,7% em agosto, o menor da séria histórica do IBGE, iniciada em 2002.

- O índice de desemprego em agosto mostra que o país está praticamente em pleno emprego. E isso reflete na saúde.
A sede da LBV, em Brasília, é o local onde Dilma Rousseff grava seus programas eleitorais.”
Foto: Divulgação
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