Cartão de visitas

Mair Pena Neto, Direto da Redação

“Todo início de novo governo é hora de confrontação de agendas. No caso brasileiro, entre a popular, escolhida pela maioria que elegeu Dilma Rousseff para levar adiante um processo de crescimento com distribuição de renda, e a do mercado, ecoada nos grandes meios de comunicação. O momento é oportuno para o governo que se inicia apresentar logo seu cartão de visitas e dizer ao que veio.

A questão cambial , por exemplo, pede uma medida ousada que sinalize até onde o novo governo está disposto a ir. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o controle de capitais é uma opção para conter o investimento especulativo, mas talvez a hora seja de passar da opção à ação. Se a advertência de Mantega foi uma sinalização de que a medida será tomada para evitar a sobrevalorização do real, ótimo. Se foi apenas uma ameaça, péssimo.

O capital especulativo é atraído ao país pela própria política econômica, que mantém juros altos em nome de supostos controles inflacionários. O mercado já aposta na subida da taxa básica de juros logo na primeira reunião do Copom em 2011, o que acarreta uma enxurrada de capital especulativo, que não encontra taxas tão generosas em nenhum outro lugar do mundo.

Controlar esse capital é uma obrigação de governo para defender o país. Quando o governo Lula decidiu em outubro do ano passado elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos externos em renda fixa de 2% para 4% e depois para 6%, houve chiadeira do mercado, alardeando redução dos investimentos, o que não aconteceu. Após uma subida inicial do dólar, a moeda americana voltou a cair e novas medidas se tornam necessárias.”
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