Corte em projetos de deputados e senadores revela estilo Dilma de lidar com o Congresso

Parlamentares criticam falta de diálogo e veem tratamento diferente do de Lula

Gustavo Gantois, do R7

As repercussões no Planalto e no Congresso deram o tom do corte de R$ 50 bilhões promovido pela presidente Dilma Rousseff na quarta-feira (9), o maior já registrado na história do governo federal. No ministério, o que se viu foi o silêncio. Já entre os parlamentares, a gritaria atingiu decibéis que fizeram a tropa de choque governista intervir para aplacar os ânimos.

Ainda que não tenha detalhado o teor dos cortes, deixando a divulgação dos programas e áreas atingidos apenas para o final da próxima semana, o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio (PT-RJ), responsável pelo diálogo entre o governo e o Congresso, adiantou que as emendas parlamentares serão duramente afetadas.

Dos R$ 21 bilhões reservados por deputados e senadores para projetos e obras escolhidos em suas bases eleitorais, pelo menos R$ 18 bilhões sentirão a tesoura do governo. E dos R$ 3 bilhões que sobram, R$ 2 bilhões estão reservados para educação e saúde e, portanto, não poderão ter sua destinação desviada.

- No final, sobrou R$ 1 bilhão. O ministério tem que sobreviver.

Um dos primeiros a se levantar contra o que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou como “consolidação fiscal” – apenas para não utilizar as palavras corte ou arrocho – foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI), afilhado político do ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti, que renunciou sob acusações de cobrar propina de um dono de restaurante instalado no Congresso.
- Estamos assustados. Esperamos uma explicação factível. Não se pode jogar o ônus dos gastos só no Congresso. Emendas não são gastos, são investimentos que muitas vezes o próprio governo indica para serem feitos nos Estados e municípios.”
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