Prioridades de Dilma são América do Sul, EUA e China, revela Patriota

Angop

“A presidente brasileira, Dilma Rousseff, estabeleceu América do Sul, Estados Unidos e China como as prioridades em sua política externa, afirmou nesta sexta-feira o ministro de Assuntos Exteriores, Antonio Patriota.

Segundo o ministro, Dilma, cuja primeira viagem ao exterior como governante foi à Argentina, tem programadas visitas a outros países sul-americanos, receberá o presidente de EUA, Barack Obama, em 19 de março em Brasília e viajará para a China em 13 de abril.

Ele afirmou que a prioridade dada por Dilma à América do Sul ficou clara em sua bem-sucedida viagem a Buenos Aires, na qual foram assinados vários acordos, e acrescentou que também há um grande interesse em manter contactos com os líderes dos Estados Unidos e da China, os maiores parceiros do Brasil.

Patriota, que já viajou a Uruguai e Paraguai para preparar as visitas de Dilma a esses países, afirmou que, em matéria de integração, as prioridades são o Mercosul e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

O ministro ressaltou que o Governo brasileiro está fazendo um esforço para que o Congresso ratifique o tratado pelo qual o Paraguai receberá maiores lucros de Itaipu, a hidroeléctrica binacional.

O ministro disse que há uma grande expectativa para a visita que Obama fará ao país em 19 e 20 de março.

Segundo ele, o Brasil quer dar o maior conteúdo possível a essa visita de Obama e aproveitar para estreitar o diálogo político com os EUA.

Acrescentou que Dilma e Obama assinarão acordos em áreas como biocombustíveis, energia e ciência e tecnologia.

Em relação à China, Patriota ressaltou que Dilma fará uma visita oficial a Pequim em 13 de abril e que nos dois dias seguintes se reunirá com os demais chefes de Estado do Brics (Brasil, Rússia, Índia e China).

"O Brasil tem um superávit de mais de USD 5 biliões. Já tive conversas com autoridades e empresários chineses (sobre o desequilíbrio causado pela entrada de produtos da China no Brasil). Eles (os chineses) entendem e estão dispostos a encontrar soluções", disse o chanceler.

Patriota assegurou que não se pode minimizar o impacto das importações chinesas sobre alguns sectores brasileiros, como o de calçados e o têxtil.”
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