Terezinha: "quero ser igual à Dilma quando crescer"


Claudia Andrade, Portal Terra

“A presidente da República, Dilma Rousseff, recebeu nesta quarta-feira (02) a delegação brasileira de atletismo paraolímpico que ficou em terceiro lugar no Mundial de Christchurch, na Nova Zelândia. E ouviu uma manifestação entusiasmada de Terezinha Guilhermina, que conquistou quatro ouros na competição.

"Eu tenho orgulho em ser governada por uma mulher. Eu disse para ela que quando crescer, quero ser igual a ela. E ela respondeu que ela é que queria ser como eu e ganhar medalhas", contou a corredora.

Terezinha entregou um presente para a presidente Dilma em nome dos atletas: um kiwi de pelúcia, o pássaro que é símbolo da Nova Zelândia. "Nossa conversa foi de agradecimento e também um convite para a presidente Dilma participar do esporte paraolímpico de forma diferenciada."

A atleta disse aos jornalistas, após o encontro, que gostaria de ter pedido para a presidente que considerasse os guias como uma equipe, concedendo bolsas também a esses profissionais que treinam e correm com os atletas paraolímpicos.

O presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, disse que Dilma "demonstrou um carinho muito grande" pelos atletas. "Ela disse que estava agradecendo, em nome do povo brasileiro, ao que os atletas fizeram."

Patrocínio

Parsons anunciou ainda que o CPB deverá assinar na próxima semana um contrato de patrocínio de R$ 20 milhões com a Caixa Econômica Federal com validade até 2012. "É a primeira vez que vamos assinar um contrato de patrocínio até o final do ciclo", comemorou.

O dirigente lembrou que o primeiro contrato assinado com a Caixa, em 2004, foi de R$ 1 milhão. Com o novo contrato que deverá ser assinado, o dirigente espera conseguir também fechar um acordo que cubra o ciclo paraolímpico seguinte, até 2016.

Segundo ele, o montante ideal para atender às necessidades do esporte paraolímpico no País chegaria a R$ 700 milhões até 2016. Esse valor incluiria a verba a ser destinada para as confederações de esportes paraolímpicos. ¿Enquanto o Comitê Paraolímpico está falando em valores inéditos, as confederações ainda falam em conseguir um patrocínio¿, alertou.”
Foto: Beto Monteiro-Exemplus/CPB/Divulgação
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