Dilma se diz "extremamente preocupada" com a crise atômica japonesa e o governo já estuda rever a política nuclear.


Em Tóquio, autoridades admitem riscos à saúde e a população foge das nuvens de radiação. Mercados derretem no mundo

Brasil 247

O desastre nuclear em Fukushima já provoca repercussões no Brasil. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff está “extremamente preocupada” com a questão nuclear. Ele afirmou ainda que a crise internacional relacionada à energia atômica pode ter impactos na política nuclear brasileira. O Brasil tem duas usinas (Angra 1 e Angra e 2) e constrói uma terceira. “Vamos avaliar com responsabilidade”.

No Japão, o pânico é geral. Depois de três explosões nos reatores em Fukushima e o governo japonês finalmente admitiu que os níveis de radiação podem comprometer a saúde humana. A consequência? As ações do índice Nikkei caíram mais de 10% nesta terça-feira – e já haviam desabado 6,18% no pregão anterior. O Japão já pediu ajuda aos Estados Unidos para tentar esfriar seus reatores. E a população foge de Tóquio, para escapar da nuvem de radiação.

Depois das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão vive hoje seu segundo pesadelo nuclear. As vítimas do terremoto já são 2,5 mil e mais de 15 mil pessoas ainda estão desaparecidas.

Até o desastre de Fukushima, foram 25 anos sem acidentes nucleares graves. O último, o de Chernobyl, na Ucrânia atingiu 2,3 milhões de pessoas, que foram contaminadas pela radiação ou tiveram de deixar seus lares. Desde então, com a escassez do petróleo e de outras fontes de energia, vários países voltaram a apostar na energia nuclear. Até que acontecesse o Chernobyl japonês, com Fukushima, que já provocou a evacuação de 600 mil pessoas. E aquela energia, que parecia segura, agora está de novo na marca do pênalti – inclusive no Brasil. O presidente do Senado, José Sarney, declarou que há necessidade de revisar os projetos nucleares para garantir mais segurança. “Mesmo Angra 3 deve ser melhor avaliada”, disse o presidente do Senado. “O governo deve fazer uma análise das nossas usinas em relação ao que aconteceu no Japão”.
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