Dilma reafirma que América do Sul é prioridade de sua política externa

EFE

“A presidente Dilma Rousseff declarou nesta quarta-feira que a prioridade de sua política externa é a integração da América do Sul e uma maior aproximação com os países emergentes, como China, Índia e Rússia, mas sem deixar de manter "relações construtivas" com os Estados Unidos e a Europa.

"A América do Sul seguirá sendo prioridade da política externa de meu Governo. Deixei clara essa prioridade ao fazer na Argentina minha primeira viagem ao exterior", afirmou Dilma em discurso que pronunciou na cerimônia de comemoração do Dia do Diplomata.

"Não há espaço para as discórdias e as rivalidades que nos separaram no passado. Os países do continente se transformaram em valiosos parceiros econômicos e políticos do Brasil", acrescentou a presidente.

Segundo a governante, ao contrário de outros países que sofreram com a crise econômica mundial, os da América do Sul tiveram no ano passado um crescimento econômico médio de 7,2% e se transformaram em um "pólo dinâmico de crescimento mundial".

"Hoje, quando lembramos 20 anos da assinatura do Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, temos muito a festejar. Nesse período, o comércio dentro do bloco saltou de US$ 4,3 bilhões para US$ 44 bilhões", afirmou.

A presidente disse que o Mercosul conseguiu transformar uma simples iniciativa de integração comercial em um modelo de integração mais profundo para todos os países da região e acrescentou que os quatro parceiros originais do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) se destacam entre as cinco economias da América Latina que mais cresceram no ano passado.

Dilma destacou igualmente a União de Nações Sul-americanas (Unasul) como um processo histórico para coordenar e promover um crescimento mais harmonioso da América do Sul em todas as áreas e afirmou que, além da América Latina e do Caribe, o Brasil também quer estreitar suas relações com a África e o Oriente Médio.

A governante acrescentou que outra prioridade do Brasil são suas relações com os países emergentes do grupo conhecido como Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), de cuja Cúpula participou na semana passada na China e esclareceu que o Brasil não renuncia sua boa relação com os Estados Unidos e a Europa. "Seguirão representando importantes parceiros com os quais mantemos e manteremos intensas, construtivas e crescentes relações", afirmou.

Quanto aos atuais problemas de segurança no mundo, Dilma afirma que é preciso reformar o Conselho de Segurança da ONU.

"Os eventos mais recentes nos países árabes no norte da África mostram uma saudável onda de democracia que desde o começo apoiamos, mas refletem também a complexidade dos desafios do século no qual vivemos. Lidamos com desafios que não aceitam mais as respostas guerreiras de sempre", disse.

"Reformar o Conselho de Segurança da ONU não é um capricho do Brasil. Reflete a necessidade de ajustar esse importante instrumento à correlação de forças do século XXI", assegurou.”
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