Missão de Dilma na China é equilibrar troca comercial

DCI

“A ampliação das relações comerciais, financeiras e produtivas entre Brasil e China traz oportunidades no curto e no médio prazo, mas pode representar ameaças para o País no longo prazo. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

O estudo da entidade foi divulgado na sexta-feira, antecipando a viagem da presidente Dilma Rousseff à China. Dilma chega hoje àquele país e se reúne amanhã com o presidente chinês, Hu Jintao. Na quarta-feira, a presidente brasileira se encontra com o primeiro-ministro Wen Jiabao e com Wu Bangguo, presidente da Assembleia do Povo. Na quinta-feira Dilma estará em Sanya para a 3ª Cúpula dos BRIC (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) e manterá reuniões bilaterais. Na sexta-feira é a vez do 10º Fórum Asiático de Boao, o correspondente, na Ásia, ao Fórum Econômico de Davos. No sábado Dilma volta ao Brasil, mas antes visita os guerreiros de terracota.

Segundo o Ipea, entre os riscos da relação Brasil e China estão: perda de participação das exportações nacionais em terceiros mercados, desadensamento da estrutura produtiva nacional, perda do controle estratégico sobre fontes de energia e maior vulnerabilidade externa estrutural.

A expectativa do governo brasileiro é que a China anuncie a encomenda de 50 jatos da Embraer de modelo EMB 190 e 25 de modelo ERJ 145. No âmbito econômico, a missão brasileira não deve crucificar o governo chinês por sua política cambial. Direitos humanos também devem ficar fora das discussões. Mesmo assim o País deve buscar o apoio de Pequim para uma vaga no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”
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