Dilma e Cabral inauguram teleférico no Complexo do Alemão

Jorge Lourenço, Jornal do Brasil

“A presidente Dilma Roussef inaugurou, na tarde desta quinta-feira (7/7), o teleférico do Complexo do Alemão. A cerimônia aconteceu na Estação do Morro do Adeus e também contou com a presença do governador Sérgio Cabral, o vice Luiz Fernando Pezão e o presidente da Supervia, Carlos José Cunha. O teleférico, que já teve uma primeira inauguração no fim do ano passado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começa a funcionar com algumas limitações a partir de sexta-feira. O meio de transporte deve beneficiar cerca de 200 mil moradores da região, custou R$ 210 milhões e demorou três anos para ser finalizado.

Previsto para começar às 11h30, o evento só teve início às 13h porque a presidente quis fazer o trajeto completo do teleférico, passando por todas as seis estações (Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Palmeiras). Dilma ainda visitou a primeira agência dos Correios numa comunidade pacificada, que fica dentro da Estação Alemão.

Ao discursar, a presidente Dilma Rousseff mencionou Lula, seu parceiro e antecessor. "Tá faltando o Lula aqui, não tá? Esta é a primeira coisa que todo mundo sabe", brincou Dilma em meio a risadas. "Com essa grande obra aqui no Alemão, o que a gente não pode esquecer é que não se pode mais criminalizar parte da população brasileira por tudo o que ela sofre. O PAC é um programa que, além de se preocupar com hidrelétricas e rodovias, também se preocupa com pessoas. Se preocupa em dar às comunidades o que elas merecem", finalizou.

Em seguida, Sérgio Cabral também comemorou os resultados do projeto de instalar o teleférico na imensa comunidade da Zona Norte do Rio.

"Essa vitória só acontece por causa do desejo de acabar com forças políticas que pensavam em si, mas não na população. Nós mudamos a história do Rio de Janeiro. Em 2006, eu e Lula fizemos um pacto de mudança no Rio de Janeiro. Enquanto o Brasil crescia, o Rio de Janeiro ficava para trás. Os políticos vinham aqui e faziam demagogia enquanto os traficantes se fortaleciam", lembrou Sérgio Cabral. "Antes do uso das Forças Armadas no Alemão, eu compreendia o receio do uso de militares contra o tráfico. Isso nunca tinha sido feito antes. Mas o governo federal viu o nosso trabalho em todas as outras comunidades e nos apoiou aqui. Nós tivemos moral. A cultura do tráfico ainda não foi embora daqui, essa é a verdade. Mas, desde a pacificação houve apenas dois homicídios. É número de primeiro mundo".
Foto: Reuters
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