Dilma vai defender medidas não recessivas em cúpula do G20


Portal Terra / Invertia

“Em reunião com os chefes de Estado e de governo das 20 maiores economias do planeta, a presidente Dilma Rousseff será assertiva em sua posição de que é possível manter o crescimento e priorizar a geração de empregos, segundo uma fonte da diplomacia brasileira. O governo brasileiro vem se mostrando contrário às políticas recessivas e esse deve ser o ponto central da fala de Dilma aos colegas europeus. A presidente também vai mostrar que o Brasil fez o dever de casa e por isso sente menos os efeitos da crise. Ela deverá afinar seu discurso na tarde desta terça-feira, assim que chegar a Cannes, França, para a reunião de cúpula do G20.

Dilma embarca para a Europa na noite desta segunda-feira em meio a crise econômica mundial e o esforço europeu de salvar os países endividados da zona do euro. As reuniões do G20 estão marcadas para os dias 3 e 4 de novembro. Antes, porém, a presidente ainda terá encontros bilaterais com autoridades de vários países.

Em dois dias de reunião, Dilma participará de cinco reuniões, além de jantar e almoço de trabalho. Os temas elencados nesta manhã pelo porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, são a dimensão social da globalização, o comércio, a regulação financeira, agricultura, energia, volatilidade dos preços de commodities, mudança climática e corrupção. De Cannes, a presidente ainda segue para Paris, onde se encontrará com a diretora-geral Unesco, a organização da ONU para Educação, Irina Bokova.

O G20 substituiu o grupo das sete nações mais industrializadas do mundo além da Rússia, o chamado G8, considerado um foro inapto para resolver a crise econômica mundial. Além dos países ricos, o G20 abriu espaço para as economias emergentes, consideradas importantes na superação da crise global. O grupo existe desde 1999, quando era composto apenas por ministros da Economia das 20 maiores economias, demonstrando um caráter mais técnico. A partir de 2008, o grupo tomou caráter mais político com a participação dos chefes de Estado e de governo em suas reuniões.

No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.

A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.

Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.

Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.”

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2 comentários:

Cariacica disse...

Dilma está mandando ver, parabens

Cariacica disse...
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