Brasil busca parceria estratégica com a África



Presidente Dilma realizou recentemente sua primeira viagem a região

Gerard Aziakou, AFP

A presidente Dilma Rousseff segue o exemplo do governo anterior e aposta no fortalecimento das relações com a África, um continente rico em recursos e cada vez mais procurado pelas grandes potências mundiais, afirmam analistas.

No mês passado, Dilma realizou sua primeira viagem ao continente africano desde que assumiu o cargo, em janeiro. A presidente visitou a África do Sul, Moçambique e Angola.

Até o final deste mês, uma equipe da Agência de Promoção de Exportações será enviada aos três países para discutir investimentos e oportunidades comerciais, disseram funcionários.

Um diplomata explicou que Dilma está centrada neste momento na agenda interna, no combate a corrupção e na redução da desigualdade imensa do país.

Na política exterior, o Brasil prioriza as relações com seus vizinhos latino-americanos, principalmente com os parceiros do Mercosul: Argentina, Paraguai e Uruguai, além de Venezuela, em processo de associação.

Os especialistas afirmam que o Brasil estuda uma parceria estratégica em longo prazo com a África como parte do objetivo de se tornar a quinta potência mundial até 2022, ano do bicentenário da independência do país.

O comércio total entre Brasil e África saltou de 4,2 bilhões de dólares no ano 2000 para mais de 20 bilhões até setembro deste ano, com exportações que ultrapassam 8 bilhões de dólares anuais - principalmente de bens manufaturados brasileiros - e importações de mais de 11 bilhões, segundo números oficiais.

"Acredito que Dilma seguirá a mesma política, mas não com a mesma intensidade que Lula. Não se envolverá tanto", disse à AFP Pio Penna Filho, especialista em África da Universidade de Brasília. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o continente 10 vezes em seus 8 anos de governo.”
Foto: AFP
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