Paula Laboissière, Agência Brasil
“Durante discurso no Fórum Social Temático
(FST) 2012, a
presidenta Dilma Rousseff avaliou que a situação na América Latina é de redução
da pobreza e da desigualdade social enquanto, em outras partes do mundo, o
cenário é de estagnação, recessão e desemprego.
“Nossos países não sacrificam sua soberania
frente à pressão de grupos financeiros e agências de classificação de risco”,
disse, ao reforçar que o aumento da desigualdade gera mais exclusão e a perda
de direitos já conquistados.
Durante cerca de 20 minutos, Dilma lembrou
que a crise atual abre caminho para o que chamou de perigosas ameaças, como o
desemprego, a xenofobia e a paralisação das negociações para a redução do
aquecimento global.
“Não é fácil produzir novas ideias e
alternativas quando estamos dominados por preconceitos políticos e ideológicos.
Nos anos 80 e 90, foram eles que impeliram os países da América Latina a um
modelo conservador que levou nosso país à estagnação, aprofundando a pobreza, o
desemprego e a exclusão social. Hoje, essas receitas fracassadas estão sendo
propostas na Europa”.
A presidenta ressaltou que o lugar que o
Brasil ocupa atualmente no cenário internacional não é consequência de nenhum
milagre econômico, mas resultado de um povo e de um governo que souberam optar
por um outro caminho.
“O Brasil é hoje um outro país. Ninguém
pode nos tirar isso. Somos hoje um país mais forte, mais desenvolvido e mais
respeitado”, concluiu.”



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