Com troca de líderes, Dilma afasta "incompatibilidade" e deixa sua marca


Bob Fernandes e Marina Dias, Terra Magazine

"Dilma Rousseff imprimiu sua marca no Congresso ao substituir os líderes do governo no Senado e na Câmara dos Deputados. Segundo interlocutores da presidente, modificar o eixo das decisões no Legislativo foi a forma que ela encontrou para mostrar que não gosta de ser pressionada. Dilma não quer ter a faca no pescoço nem depender de uma única ala ou acordo partidário para assistir ao sucesso de seu governo, no que diz respeito à aprovação de leis e medidas provisórias.

A substituição, no Senado, de Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM), foi acertada após conversa de Dilma com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também sabia com antecedência do que iria acontecer. Com a mudança, Dilma quer atrair a ala dissidente do PMDB, que conta com quase metade dos 18 senadores do partido.

De acordo com o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), "ninguém foi pego de surpresa com a troca no Senado". "Substituir Jucá por Eduardo Braga foi uma ideia amadurecida desde a semana passada e, desde o começo do ano, a presidente Dilma já tinha sinalizado que faria esse tipo de rodízio entre os líderes do governo", afirmou em conversa com Terra Magazine.”
Foto: Abr
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