Dilma agradece apoio egípcio a brasileiro na OMC



Foi durante encontro com o presidente do Egito, Mouhamed Mursi, em Brasília; na reunião, Mursi defendeu que a solução para o fim da crise na Síria, que dura mais dois anos, deve ser conduzida pelas lideranças regionais – no caso, a Liga Árabe – com o apoio da comunidade internacional e a integração da sociedade do país

Danilo Macedo, Agência Brasil / Brasil 247

A presidenta Dilma Rousseff agradeceu ao presidente do Egito, Mouhamed Mursi, o apoio ao candidato brasileiro Roberto Azevêdo à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e defendeu a cooperação Sul-Sul como estratégica para que se estabeleça a multipolaridade no mundo.
Dilma recebeu Mursi no Palácio do Planalto, onde foram assinados acordos de cooperação técnica e memorandos de desenvolvimento social e agrário, além de parcerias relativas a ações no meio ambiente e intercâmbio de experiência entre as bibliotecas nacionais do Brasil e de Alexandria, reconhecida pela trabalho de digitalização de acervos importantes.

"Quero reiterar o meu agradecimento pelo apoio do Egito, que muito valorizamos, ao candidato brasileiro Roberto Azevêdo, ao cargo de diretor-geral da OMC. O presidente Mursi e eu concordamos que uma cooperação Sul-Sul, entre nossos países, é estratégica para que se estabeleça a multipolaridade no mundo", disse a presidenta em declaração à imprensa no fim do encontro no Palácio do Planalto.

A OMC confirmou hoje (8) que o novo diretor-geral da entidade será o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. Ele venceu o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos na eleição de ontem (7). Azevêdo assume o cargo em 31 de agosto, em substituição ao francês Pascal Lamy, e cumpre mandato de quatro anos. Ele é o primeiro brasileiro e latino-americano a comandar a organização.

Síria

No encontro, Mursi disse que a solução para o fim da crise na Síria, que dura mais dois anos, deve ser conduzida pelas lideranças regionais – no caso, a Liga Árabe – com o apoio da comunidade internacional e a integração da sociedade do país. Mursi também considerou fundamental se reconhecer a soberania e a independência do Estado da Palestina. "Apoiamos o Estado independente e autônomo da Palestina. Gostaria de agradecer à presidenta Dilma [Rousseff] sobre suas posições a respeito do assunto", disse Mursi, referindo-se ao apoio brasileiro ao Estado da Palestina.

Em seguida, o egípcio, em declaração à imprensa, falou por cerca de dez minutos principalmente sobre a crise na Síria, na qual mais de 70 mil pessoas morreram e há denúncias de violações de direitos humanos e uso de armas químicas. Segundo Mursi, sem um acordo para obtenção da paz na Síria, a estabilidade entre os países muçulmanos está sob ameaça.

"Nós, do Egito, achamos que a solução passa por um grupo regional com o apoio internacional, especialmente dos que têm assento permanente no Conselho de Segurança [Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China]", disse Mursi. "Enquanto não houver uma solução para a Síria, a estabilidade na região não será obtida."

Na declaração à imprensa, Dilma também mencionou a crise na Síria. A presidenta defendeu a busca pelo diálogo e um cessar-fogo imediato. "O diálogo é o melhor método para que se estabeleça a paz em definitivo. Defendemos um cessar-fogo para estabelecer um processo de paz com o apoio da comunidade internacional", disse ela.”
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