Dilma: "Cidades ficaram 30 anos sem investimentos"


Presidente anuncia, em São Paulo, liberação de R$ 8 bilhões para obras na capital; R$ 3 bilhões para obras de mobilidade urbana, R$ 1,3 bilhão contra enchentes, R$ 2,2 bilhões para recuperação de mananciais e R$ 1,5 bilhão para a construção de 20 mil moradias populares; "Já investimos R$ 89 bilhões em mobilidade urbana, e vamos investir mais R$ 50 bilhões", disse Dilma, que criticou falta de investimentos em Metrô; governador tucano Geraldo Alckmin não compareceu; prefeito Fernando Haddad disse que as obras começam "amanhã ou depois de amanhã"; ministro das Cidades classificou pacote como "o maior do mundo"


Às 12h07, a presidente Dilma Rousseff iniciou seu pronunciamento na Prefeitura de São Paulo, onde irá assinar, em instantes, a liberação de R$ 8 bilhões em verbas para obras na capital. O encerramento se deu às 12h33.
- Talvez, assim como as mídias sociais, o grande acontecimento do século 21 é o surgimento de mega-cidades, iniciou a presidente Dilma. Sâo Paulo é uma mega-cidade, talvez a mais significativa, importante e desafiadora nessa parte do hemisfério. É grandiosa por sua população, mas também por seus problemas.

A presidente assinalou que "sem sombra de dúvida, São Paulo é recortada por desigualdades". "Eu vim anunciar mais uma contribuição do governo federal ao enfrentamento de grandes problemas", prosseguiu. "Serão R$ 8 bilhões: R$ 3 bilhões para mobilidade urbana, R$ 1,3 bilhão para obras contra enchentes, R$ 2,2 bilhões para drenagem e R$ 1,5 bilhão do Minha Casa, Minha Vida para moradias para 20 mil famílias", detalhou Dilma.

"Eu já morei na avenida Radial Leste", lembrou a presidente, sobre a principal avenida da Zona Leste da cidade. Ela fez a menção ao ressaltar a importância da criação de corredores de ônibus com parte das verbas liberadas agora. A Prefeitura anuncia a abertura de 96 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.

"Não é a primeira vez que eu venho aqui em São Paulo anunciar obras, mas é a primeira vez que anunciamos de forma concentrada a liberação de R$ 8 bilhões", sublinhou a presidente. "Um ponto importante é que essas obras serão iniciadas rapidamente".

Dilma citou que 55% da população de 11 milhões de pessoas usa meios de transporte coletivo. "Como é possível uma cidade do tamanho de São Paulo não ter metrô, não ter transporte enterrado, como se diz", perguntou. "Somos a maior cidade do mundo com o menos sistema de transporte metroviário do mundo", comparou a presidente, numa crítica indireta às administrações estaduais do PSDB, no poder no Estado desde 1995. O governador Geraldo Alckmin não participa da cerimônia, tendo enviado um secretário como representante.

- Dar mobilidade urbana é devolver vida à população, classificou Dilma. "O governo federal está empenhando em assegurar metrô e veículos leves sobre trilhos. Já colocamos R$ 89 bilhões em mobilidade urbana, e agora vamos investir mais R$ 50 bilhões. É justo que a primeira cidade a receber R$ 8 bilhões desses R$ 50 bilhões seja São Paulo. É justo que seja aqui, porque é o nosso maior desafio de mobilidade urbana".

A presidente acentuou que sua gestão investiu diretamente na construções de linhas e estações de metrô nas capitais de "Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Distrito Federal, além de parceiras com São Paulo e Rio de Janeiro". 

Abaixo, noticiário anterior:

247 - "São Paulo é grande demais para ficar isolada", afirmou, em discurso, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao lado da presidente Dilma Rousseff, em cerimônia neste momento (11h53) na Prefeitura de São Paulo. A presidente irá anunciar, em instantes, a liberação de R$ 8 bilhões para obras na capital. "O que está sendo anunciado aqui é que vamos buscar incansavelmente um realinhamento entre São Paulo e o governo federal, assim como já ocorre com o governo estadual", completou Haddad. "O sucesso de São Paulo é o sucesso do Brasil".

Em seguida a Haddad, fala o ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro. "Estamos vivendo um momento histórico no País", disse ele. "Isso porque o governo da presidente Dilma retomou um tema que o Brasil havia se esquecido, o da mobilidade urbana", assinalou. "Antes, houve o desmonte de órgãos que eram imprescindíveis à infraestrutura urbana nas cidades brasileiras", apontou. "Me refiro ao Geipot, desmontado 23 anos atrás", citando o organismo que coordenava políticas públicas de transporte urbano, especialmente em regiões metropolitanas".

Boa parte dos recursos a serem anunciados pela presidente terá como destino a abertura de 127 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus nas avenidas da capital. "Mobilidade urbana é ter tempo para se viver um pouco mais", definiu o ministro. Ribeiro afirmou que o governo federal destina atualmente R$ 89 bilhões para programas de mobilidade urbana. "É o maior programa de mobilidade urbana do mundo", definiu o ministro. Ele confirmou, às 12h02, que a presidente irá anunciar R$ 8 bilhões em recursos para obras na cidade.

O ministro anunciou, ainda, R$ 1,3 bilhão para obras contra enchentes, como canalização de córregos. Para limpeza e manutenção das represas Billings e Guarapiranga, os recursos federais serão de R$ 2,2 bilhões. Mais R$ 1,5 bilhão serão destinados à construção de 20 mil habitações populares. "Com isso, e mais os R$ 3 bilhões para mobilidade urbana, completamos R$ 8 bilhões", somou o ministro.”
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