"No Leblon não faltam médicos, mas em São Gonçalo sim"


Em cerimônia em que anunciou investimentos de R$ 2,6 bilhões para obras de mobilidade urbana, no município do Rio, presidente ressaltou a importância da contratação de médicos estrangeiros e mencionou uma faixa que viu no meio da multidão, agradecendo ao governo pelo programa: "O governo fará o possível e o impossível para garantir que haja médicos suficientes"; ela também disse que o País respeita os médicos brasileiros, mas que faltam profissionais; Dilma ressaltou sua parceria com o governo do Estado e com os prefeitos locais; e chamou Sérgio Cabral e o vice, Luiz Fernando Pezão, de "parceiros estratégicos"


A presidente Dilma Rousseff ressaltou nesta quarta-feira 11 a importância da parceria entre o governo federal e o governador do Rio de Janeiro, Sério Cabral (PMDB), além dos prefeitos da região. A aliança de Dilma com o Rio chegou a ficar ameaçada por conta da candidatura do senador petista Lindbergh Farias no Estado, em vez do apoio ao candidato do PMDB, o vice-governador Luiz Fernando Pezão. Durante a cerimônia que anunciou investimentos em mobilidade urbana na região, no início desta tarde, a presidente chamou, em seu discurso, Cabrão e Pezão de "parceiros estratégicos".

Sobre a mobilidade urbana, Dilma levantou três números: "Primeiro, o tamanho do investimento só na fase do projeto. (...) Estamos colocando 2,57 bilhões em parceria com o governo Sérgio Cabral. O segundo número, são 22 km dessa linha. Lembro que tem muitas cidades não tem proporcionalmente essa quantidade de km, se considerar a população. (...) Terceiro, é a quantidade de pessoas beneficiadas: 1,8 milhão de pessoas. Um governo tem de ser medido não se a obra gasta tanto de tijolo, de ferro, se ela é bonita ou não. Um governo tem de ser medido pela obra que faz, se ela beneficia ou não as pessoas", afirmou.

A presidente anunciou R$ 2,6 bilhões para obras de mobilidade urbana no Estado. Os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) devem ser utilizados para implantação da linha 3 do Sistema Metropolitano do Rio de Janeiro. Do valor a ser repassado, R$ 2,57 bilhões serão usados na obra do monotrilho para o trecho Niterói-São Gonçalo-Itaboraí. Os R$ 65 milhões restantes serão para a produção de projetos e estudos de obras nos municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

Outros investimentos

Os recursos fazem parte dos R$ 50 bilhões anunciados pela presidenta Dilma Rousseff, no mês de junho, para novos investimentos em mobilidade urbana no país. A prefeitura do Rio de Janeiro receberá R$ 50 milhões para fazer o planejamento das obras da fase dois do BRT Transbrasil para o trecho Deodoro-Santa Cruz. Esta obra completará a primeira fase, que liga o Centro à Deodoro pela Avenida Brasil.

Outro projeto será para construção de 17 km de BRT Ligação B até o BRT Transoeste em Guaratiba. São Gonçalo vai receber R$ 9 milhões também para produção de projetos. Um deles será para o sistema viário e ciclovia que serão construídas em paralelo ao monotrilho Niterói-São Gonçalo-Itaboraí. O outro para a construção de 20 km de corredor de ônibus.

A presidenta também anunciará investimento de R$ 1,5 milhão para a prefeitura de Duque de Caxias fazer o estudo de viabilidade técnica e econômica das obras de VLT e BRT. O VLT fará o trecho de 22 km entre o Centro e Santa Cruz da Serra. O BRT ligará os 20 km entre Gramacho e Imbarié.

A prefeitura de Nova Iguaçu será beneficiada com R$ 4,5 milhões para a produção de projetos. Um deles será para construção de 20 km de corredor de ônibus que fará a continuidade da Via Light executada pelo governo do estado. O outro projeto será para a construção de mais 8 km de corredor de ônibus para o trecho Centro-Dutra-Eixão Leste/Oeste.

Mais Médicos

Ao comentar uma faixa que viu no meio da multidão, que dizia: "Obrigado, Dilma, pelo Mais Médicos", a presidente voltou a falar sobre a importância do programa e da importação de profissionais estrangeiros para o País. Ela também rebateu as críticas das entidades médicas, de que o governo não respeita a classe médica brasileira. "Nós respeitamos os médicos deste país, agora nós temos uma avaliação: faltam médicos. E o governo fará o possível e o impossível para garantir que haja médicos suficientes".

Ela declarou ainda que, diante das pesquisas de opinião e do que o povo reivindica nas ruas, o governo percebeu que havia um sério problema na área da Saúde. "O governo não pode ser surdo", afirmou. "Por isso nós fizemos o Mais Médicos". Segundo ela, "a saúde das pessoas não pode esperar até que os médicos se formem, por isso trazemos de fora". Dilma também mencionou a desigualdade no Rio nesta questão: "No Leblon não faltam médicos, mas aqui [região de São Gonçalo], sim".

Com Blog do Planalto
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