Dilma ameniza peso do PMDB: “Aliança tem bloco de partidos”


Questionada sobre os impasses entre o PT e seu maior aliado, Dilma Rousseff ameniza importância do partido do vice Michel Temer; "É uma aliança muito importante, no entanto não são só esses dois partidos que fazem parte da aliança. Temos uma grande aliança partidária que sustenta o meu governo, dando respaldo à gestão. É uma aliança formada por um bloco de partidos", repetiu a presidente, citando quatro vezes a mesma palavra - aliança - em entrevista a rádios da Bahia; ato falho?; promessa de Renan Calheiros de votar independência do Banco Central despertou reação forte em Dilma; começa um jogo de tudo ou nada com o maior partido da base aliada depois do PT? radicalização à vista


Num clima de tensão com o seu maior aliado no Planalto, a presidente Dilma Rousseff diminuiu o peso do PMDB em entrevista concedida a rádios da Bahia na manhã desta sexta-feira. Segundo ela, a aliança entre seu partido, o PT, com a legenda do vice-presidente, Michel Temer, "é muito importante", mas não é feita apenas de dois partidos, e sim "por um bloco".

"É uma aliança muito importante, no entanto não são só esses dois partidos que fazem parte da aliança. Temos uma grande aliança partidária que sustenta o meu governo, dando respaldo à gestão. É uma aliança formada por um bloco de partidos", declarou Dilma ao radialista e ex-prefeito de Salvador Mário Kertész.

Dilma afirmou ainda, sobre conflitos em alianças regionais para as eleições de 2014, que se o problema for no Estado, tem que ser resolvido no Estado, da mesma forma que se for na esfera nacional, tem que ser articulado com ela, no Planalto. "A política nacional do meu governo se sobrepõe a qualquer aliança regional", declarou.

"A aliança federal tem um dinamismo, é formada com base nas coisas nacionais. É óbvio que os partidos não são homogêneos, alguns são mais, outros são menos. Se tiver problemas que devem interferir na aliança nacional, eles vão ser tratados no nacional. O fato é que o problema regional tem que ser resolvido regionalmente", explicou Dilma Rousseff.

A tensão mais recente entre PT e PMDB se refere à proposta do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em retomar a discussão sobre a necessidade de independência do Banco Central. O tema causou mal-estar no governo e a presidente chegou a ameaçar romper com o partido caso a proposta de votação seja levada adiante no Congresso (leia mais aqui).”
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