Dilma: “O Brasil nunca esteve tão preparado”


Um dia depois de ter recebido críticas severas do adversário tucano Aécio Neves, especialmente na área da economia, presidente ressalta, confiante: "Não há nada hoje que o Brasil não possa assegurar"; em entrevista a rádios de Pernambuco, onde anunciou ontem R$ 1,9 bilhão para a mobilidade urbana, visitou as obras da Refinaria Abreu e Lima e inaugurou a plataforma P-62, em Ipojuca, Dilma Rousseff criticou ainda o oportunismo da oposição, uma vez que as 12 propostas anunciadas por Aécio nesta terça-feira incluem o programa Mais Médicos e o Bolsa Família; “Agora que o programa está dando certo é óbvio que vão apoiar”, disse Dilma; segundo o presidenciável do PSDB, o governo petista colocou em risco conquistas de dez anos atrás e hoje o País "está no final da fila"

Brasil 247 / Pernambuco 247

Um dia depois de ter recebido duras críticas do adversário tucano Aécio Neves, a presidente Dilma Rousseff fez um discurso otimista e, como ela própria classificou, "com determinação" sobre a economia. "O Brasil nunca esteve tão preparado", disse, em entrevista a rádios de Pernambuco, onde anunciou nesta terça-feira R$ 1,9 bilhão de investimentos em mobilidade urbana, visitou as obras da Refinaria Abreu e Lima e inaugurou a plataforma P-62, no município de Ipojuca.

"O governo está atento ao que está acontecendo no mundo. Os Estados Unidos estão se recuperando, com crescimento do emprego e da indústria. Se isso acontece é bom para o Brasil e para o mundo", disse. Apesar disso, a presidente disse que o País "está atento e preparado" para eventuais turbulências nos mercados financeiro e internacional. "Queremos que a tormenta seja rápida e não tenha efeitos graves sobre nós. Vamos tranquilamente – falo com aquela determinação que a tranquilidade dá – enfrentar esse momento de dificuldade. Não há nada hoje que o Brasil não possa assegurar".

A presidente ressaltou ainda o volume de ingresso de capital estrangeiro no País, o controle da inflação – que, segundo ela, deverá fechar o ano dentro da meta –, o que coloca o País em uma situação privilegiada para enfrentar possíveis adversidades no campo da economia em 2014. E lembrou que o Brasil é um dos quatro países que mais recebem investimentos diretos estrangeiros. Segundo o senador Aécio Neves, que apresentou ontem 12 pontos-chave que servem como base de uma nova agenda do PSDB para o País, o governo petista colocou em risco conquistas de dez anos atrás e hoje o País "está no final da fila".

Dilma Rousseff também criticou, durante a entrevista, o oportunismo da oposição quanto ao programa Mais Médicos. A alfinetada veio por conta da inclusão da continuidade da ação implantada pelo governo federal no programa do PSDB, que também inclui o Bolsa Família. "No início dele [referindo-se ao programa Mais Médicos], na hora que era difícil, não estavam nos apoiando", disse a presidente para emendar logo em seguida que "na hora em que está dando certo é que vêm apoiar".

Dilma procurou evitar, no entanto, críticas diretas a Aécio. "Não estou falando do senador [Aécio Neves], estou falando do partido do senador. Fizeram críticas bastante ácidas", disse a presidente. Durante a entrevista, que durou cerca de 25 minutos, ela disse não ter muita certeza de que a bancada de oposição teria votado favoravelmente ao Mais Médicos. "Se votaram, agradeço porque votaram. Porque é uma prova de que a oposição não pode ser do quanto pior, melhor", disparou. "A gente teria ficado muito agradecido se tivessem nos apoiado naquela hora. Agora que o programa está dando certo é óbvio que vão apoiar", afirmou.

Sobre o Bolsa Família, um outro ponto destacado como alvo de continuidade no documento de 12 pontos de governo divulgado pelo PSDB, Dilma também foi ácida. "É sempre bom ver que eles (a oposição) reconhecem alguma coisa. Durante algum tempo o Bolsa Família foi chamado de Bolsa Esmola. E hoje não chamam de Bolsa Esmola porque sabem o reconhecimento internacional que esse programa tem", declarou.

A presidente observou, ainda, que o governo federal mantém programas de ensino técnico e profissionalizante, como o Pronatec, que permitem que os beneficiários do Bolsa Família possam deixar o programa na medida em que forem inseridas no mercado de trabalho. Somente neste ano, cerca de 850 mil pessoas deverão ser formadas pelo Pronatec.”
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