Dilma sinaliza metas "mais realistas" para reeleição

"Ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou nova meta fiscal, com redução do superávit primário a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e um mínimo a ser obtido a partir de 2015, como compromisso de Dilma caso ganhe o segundo mandato: "O que está sendo dito aqui é que haverá metas de superávits fiscais mais realistas, mas que sejam exequíveis"; na semana passada, o ex-presidente Lula cobrou do governo, em entrevista a blogueiros, indicação de como pretende melhorar a economia

Brasil 247

A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff sinalizou nesta terça-feira o que seria sua primeira promessa na área como candidata à reeleição.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estabeleceu as bases da política fiscal para 2015, com uma meta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de superávit do setor público de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), no lugar dos 3,1% que vigoram desde 2010, e de no mínimo, 2% do PIB. O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública.

"Esse é um compromisso da presidente Dilma para o futuro", afirmou. "O que está sendo dito aqui é que haverá metas de superávits fiscais mais realistas, mas que sejam exequíveis", acrescentou. Ele destacou que existe um processo de redução de subsídios, cuja trajetória será mantida. Para ele, com medidas desse tipo, a dívida pública será reduzida, dando mais solidez aos fundamentos econômicos.

Na semana passada, o ex-presidente Lula cobrou do governo, em entrevista a blogueiros, indicação de como Dilma pretende melhorar a economia. A presidente descarta por enquanto uma nova "Carta ao Povo Brasileiro" ou adiantar nomes da futura equipe econômica. Indica somente que a referência para o programa econômico do PTé o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa

A agenda para a reeleição será conhecida com mais detalhes no Encontro Nacional do partido, que reunirá Dilma e Lula nos dias 2 e 3 de maio, em São Paulo. Deve constar uma proposta de reforma política com ênfase nas consultas plebiscitárias e a "democratização" da mídia, tema que Dilma tentou evitar até aqui.

Leia aqui matéria de Ribamar Oliveira sobre o assunto."
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