'Banco e fundo dos Brics não são contra ninguém'


"Presidente Dilma Rousseff rebate tese de que banco e fundo foram criados pelos países Brics para fazerem frente ao FMI e Banco Mundial: "eles não são contra ninguém, eles são a nosso favor. São a favor dos países Brics, mas também são a favor dos países em desenvolvimento", declarou, em entrevista coletiva concedida após a sessão plenária da 6ª cúpula do bloco, em Fortaleza (CE); presidente garantiu que o Brasil não sai derrotado sem a presidência do Banco de Desenvolvimento; "Todos nós consideramos que era justo que a primeira presidência ficasse com o país que tinha proposto, no caso, a Índia", explicou

Brasil 247

Em coletiva de imprensa concedida após a plenária da VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza (CE), na noite desta terça-feira 15, a presidente Dilma Rousseff rebateu a tese de que o novo banco de desenvolvimento e o arranjo contingente de reservas, pelos países do bloco – Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul – foram criados para fazerem frente ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao Banco Mundial.

"Essas instituições não são contra ninguém, elas são a nosso favor, é uma outra perspectiva. Elas são a favor dos países Brics, mas também são a favor dos países em desenvolvimento", afirmou. Dilma garantiu que o banco e o arranjo contingente olharão com atenção para países em desenvolvimento com regras bastante claras e firmes a respeito da sustentabilidade econômicas das instituições.

A presidente também disse que o Brasil não perde ao não presidir o Banco dos Brics. Segundo ela, houve um consenso entre os países para que a Índia indicasse o primeiro presidente por ter sido o país que propôs a instituição. "O banco foi fruto de um grande consenso e terá um novo imenso poder de alavancar recursos", ressaltou. Sobre a sede em Xangai, Dilma disse que o primeiro-ministro da China, Xi Jinping, está empenhado em definir um local o mais cedo possível.

"A Índia propôs o Banco dos Brics e nós propusemos o Acordo Contingente de Reservas. Então, todos nós consideramos que era justo que a primeira presidência ficasse com o país que tinha proposto, no caso, a Índia, foi justamente isso. A segunda presidência, no rodízio, seria, então, do Brasil. E o Acordo Contingente de Reserva não tem presidência, mas é bom que se diga que foi uma iniciativa do governo brasileiro, ao longo desse tempo", explicou.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse também nesta terça-feira que outros países emergentes já estão interessados em participar do recém-criado banco de desenvolvimento do Brics. Ele afirmou ainda que a nova instituição não vai competir com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros bancos de fomento para financiamentos, como os voltados para infraestrutura."
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