Dilma concilia: “Marta não fez nada de errado”


"Presidente diz que tinha conhecimento prévio do teor da carta de demissão de Marta Suplicy do ministério da Cultura; texto fez críticas à política econômica de Dilma Rousseff e reclamou de "inúmeras carências orçamentárias" em sua pasta; "A ministra Marta não fez nada de diferente, de errado, não teve atitude incorreta, seria uma injustiça [criticá-la]", defendeu Dilma, que está em Doha, no Qatar; ela ressaltou que não estabeleceu prazo para a saída dos ministros e disse que não fará a reforma ministerial "imediatamente", mas "por partes"

Brasil 247

Em tom de conciliação após a dura carta de demissão de Marta Suplicy do ministério da Cultura, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira 12, no Qatar, que Marta "não fez nada de errado" e que "seria uma injustiça" criticá-la pelo ato. Ontem, a então ministra entregou na Casa Civil uma carta de demissão em que fez críticas à política econômica da presidente e à falta de verbas em sua pasta.

"A ministra Marta não fez nada de diferente, de errado, não teve atitude incorreta, seria uma injustiça [criticá-la]", afirmou a jornalistas. A presidente acrescentou que Marta disse a ela o "teor da carta" antes de sua viagem. "Logo depois da minha eleição, disse que sairia e eu aceitei. Ela me disse que enviaria uma carta", acrescentou.

O texto escrito por Marta Suplicy surpreendeu o Planalto não apenas pelo tom, mas pelo fato de ter sido entregue assim que Dilma deixou o País rumo ao Qatar. A presidente segue depois para Cingapura e então para a Austrália, onde participará da cúpula do G-20, e retorna ao Brasil no dia 18. O acerto prévio com a Casa Civil era para que os ministros entregassem seus cargos a partir dessa data, para que Dilma desse início à reforma ministerial.
Sobre o tema, Dilma assegurou que não estabeleceu prazos para a saída dos ministros e anunciou que fará as mudanças nos ministérios "por partes", não "imediatamente". "Não estabeleci prazo para ninguém sair. O Palácio não fala, é integrado por paredes mudas. Só quem fala sobre reforma é essa pessoa modesta que vos fala aqui", declarou.

A presidente se encontrou às 6h (horário de Brasília) com o emir do Qatar, xeque Tamin bin Hamad Al Thani, no Palácio Real Emiri Diwan. Em seguida, às 7h15, teve encontro com a xeica Moza bint Nasser, presidente da Fundação Qatar. Dilma visitou ainda o Museu de Arte Islâmica às 8h15. Sua partida de Doha para Cingapura está prevista para as 14h desta quarta-feira."
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