Oposição tucana resiste ao diálogo Dilma-Alckmin?


"Depois de pedir R$ 3,5 bilhões ao governo federal, governador Geraldo Alckmin demarca suas diferenças em relação ao senador Aécio Neves; "o palanque acabou", disse ele; enquanto o político mineiro prega oposição implacável, o governador paulista quer cooperação; os dois são pré-candidatos do PSDB à presidência em 2018; quem irá prevalecer?

Brasil 247

Ao se reunir com a presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (10) para discutir a crise hídrica de São Paulo e pedir recursos para a realização de obras, o governador Geraldo Alckmin demarcou sua posição política bem diversa da do ex-candidato a presidente do seu partido, o senador Aécio Neves, que, na semana passada, ao retornar ao Congresso, pregou uma oposição implacável ao governo da presidente reeleita. Não foi à toa que Alckmin soltou uma forte frase de efeito ao justificar a reunião de hoje: "o palanque acabou". 

E disse mais: "Quem foi eleito foi eleito para governar. Oposição se faz no Parlamento. Acabou a eleição, a população quer soluções e soluções concretas para seus problemas. Os recursos devem ir para onde há necessidade. Vejo que há na vida pública duas condições importantes para quem é oposição. Dois deveres: divergir e interagir. Divergir naquilo que entendemos que não é adequado, e interagir, principalmente quem é governo".

A afirmação do governador paulista soou em tom muito mais conciliador do que a de Aécio. Estaria Alckmin inaugurando uma nova forma de oposição?
Uma coisa é fato: ele demarcou onde Aécio deve operar: "no Parlamento". Assim o governador avisa que não deverá entrar nas questões menores da disputa política e deverá trilhar por caminhos mais em comum do que opostos ao Planalto, objetivando conquistar recursos fundamentais para realizar um 'governo-vitrine' para suas aspirações presidenciais em 2018. 

Enquanto Alckmin pregava a "interação" no Planalto, outro tucano, o senador Aloysio Nunes, que foi o candidato a vice-presidente de Aécio, engrossava o discurso contra a presidente no Senado. Segundo ele, Dilma "mentiu durante a campanha eleitoral, mentiu gravemente". "Emprestou à oposição propósitos que a oposição nunca teve – nunca, jamais –, e ela sabia disso. Mentiu sobre Bolsa Família, sobre inflação, sobre bancos públicos", afirmou.

Neste cenário de posições tão contrastantes, até quando se manterá viva a aparente unidade que o PSDB construiu no pleito deste ano? Aécio ouvirá calado as declarações de Alckmin, seu principal adversário interno?"
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