Dilma com Alckmin: "Este País preza a democracia"


"Diante do governador tucano Geraldo Alckmin, de São Paulo, presidente Dilma Rousseff lembra a importância "de se respeitar as escolhas da população"; advertiu que "este é um país que preza a democracia"; mensagem foi transmitida num momento alto de cooperação entre os governo federal e paulista; contrato para construção de um novo sistema de abastecimento de água para a região metropolitana da capital paulista foi assinado; o Sistema Produtor São Lourenço está orçado em R$ 2,6 bilhões e será financiado por meio de uma Parceria Público-Privada; obra vai beneficiar 1,5 milhão de pessoas em sete municípios

Brasil 247

Diante do governador Geraldo Alckmin, a presidente Dilma Rousseff mandou sua mais clara mensagem à oposição que aposta no 'quanto pior, melhor'.
- Durante a campanha, é natural divergir, criticar e disputar e mesmo, em alguns momentos, é compreensível que as temperaturas se elevem, discursou Dilma, para completar:

- Mas temos que respeitar as escolhas legitimas da população brasileira, estamos em um país que preza a democracia.

Ela se referiu, indiretamente, à posição extremada do ex-candidato Aécio Neves, que afirmou que perdeu a eleição para uma "organização criminosa" e que Dilma "pôs o Congresso de cócoras".

Com Alckmin, Dilma assinou contratos que repassam R$ 3,6 bilhões para o Estado de São Paulo fazer obras hídricas.

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:

Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil - A presidenta Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram hoje (4) contrato para construção de um novo sistema de abastecimento de água para a região metropolitana da capital paulista.

O Sistema Produtor São Lourenço está orçado em R$ 2,6 bilhões e será financiado por meio de uma Parceria Público-Privada, com parte dos recursos oriunda do Fundo de Garantia do Tempo do Serviço, gerido pela Caixa Econômica Federal. A obra vai beneficiar 1,5 milhão de pessoas em sete municípios da parte oeste da região metropolitana de São Paulo e deve reduzir a dependência dos outros sistemas, entre eles o Cantareira, que está em colapso devido a falta de chuvas. A obra está em andamento e deverá ser concluída em meados de 2017.

A água do novo sistema que virá do Rio São Lourenço será captada a 83 quilômetros da capital e armazenada na Represa do França.

Alckmin, do PSDB, agradeceu a parceria com a União para a construção do novo sistema de abastecimento de água e disse que a relação entre o governo federal e o estado "é um exemplo de cooperação federativa".

Dilma também destacou a união entre os governos federal e estadual para enfrentar a crise hídrica na maior cidade do país. "Vou dar sequência à forma de relacionamento que construímos ao longo de quatro anos do meu governo e do governador Alckmin em São Paulo", ponderou.

"Não é possível o Brasil ter uma situação ameaçando a capital do maior estado do país e a maior cidade da América Latina, por isso estamos aqui fazendo esta parceria, que é feita em beneficio não só da população da cidade, do estado de São Paulo, mas em benefício de tida a população brasileira, uma vez que temos um processo no Brasil em que cada estado depende do crescimento dos outros para ter mercado interno, uma política industrial, um desenvolvimento agrícola compatível com a prosperidade do país", disse Dilma.

A presidenta disse que as diferenças partidárias entre o governo federal e administração de São Paulo, comandados por PT e PSDB respectivamente, ficaram para trás com o fim da eleição. "Durante a campanha é natural divergir, criticar e disputar, e mesmo, em alguns momentos, é compreensível que as temperaturas se elevem. Mas temos que respeitar as escolhas legitimas da população brasileira, estamos em um país que preza a democracia".

Segundo Dilma, os dois governos já estão discutindo um novo conjunto de investimentos na área de segurança hídrica em São Paulo, que serão anunciados no começo do próximo ano.

Dilma e Alckmin também assinaram um contrato de R$ 630 milhões para a ampliação da Linha 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. O trecho compreende 4,4 quilômetros e duas novas estações entre Grajaú e Varginha, na zona sul de São Paulo. Serão R$ 500 milhões do Orçamento Geral da União e R$133 milhões de contrapartida do governo estadual. A obra será entregue até o primeiro trimestre de 2016."
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