‘Faremos de tudo contra ações não democráticas’


"Presidente Dilma Rousseff voltou a criticar "o pessoal do 'quanto pior, melhor" e declarou que o governo não vai, em momento algum, "concordar", ou fará "de tudo para impedir que processos não democráticos cresçam"; segundo ela, o governo está atento às tentativas de produzir instabilidade no País; Dilma disse ainda que o governo "vai se empenhar bastante" para a aprovação, no Congresso, das medidas econômicas e se disse "extremamente otimista" que o Brasil "superará as dificuldades presentes"; "Esse país é muito maior do que os pessimistas de plantão querem fazer crer", ressaltou

Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff afirmou a jornalistas nesta terça-feira 15 que o governo fará "de tudo" para "impedir que processos não democráticos cresçam". Nesta semana, líderes da oposição reforçam movimento por impeachment no Congresso Nacional e já sinalizam que votarão contra as medidas econômicas do governo.

"O pessoal do 'quanto pior, melhor'... só eles ganham. A população e o resto dos setores produtivos perdem. O Brasil a duras penas conquistou uma democracia, e eu sei do que estou dizendo. Nós não vamos, em momento algum, concordar, ou faremos tudo para impedir que processos não democráticos cresçam", disse a presidente em coletiva após cerimônia no Planalto que premiou jovens cientistas.


Durante seu discurso no evento, Dilma criticou os "pessimistas de plantão" e se disse "extremamente otimista" que o País superará a crise. "Eu estou extremamente otimista que superaremos as dificuldades presentes. Ao longo dos últimos anos, acumulamos um grande arsenal para reagir [à crise]", disse. "Esse país é muito maior do que os pessimistas de plantão querem fazer crer. Juntos, podemos superar desafios", acrescentou.

Sobre as medidas econômicas anunciadas nesta segunda-feira pelos ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa, a fim de reverter o déficit orçamentário de 2016, a presidente afirmou que o governo irá se "empenhar bastante" para que elas sejam aprovadas no Congresso, pois são "necessárias". "Passamos por um momento em que é fundamental que saiamos dessa situação fiscal o mais rápido possível, para poder voltar a crescer", comentou Dilma.

A presidente informou que até quarta-feira da próxima semana, o governo apresentará a proposta de reforma administrativa. "Vou fazer junções de ministérios, de grandes órgãos do governo...", mencionou Dilma, sem detalhar quais pastas deverão ser extintas. "Se eu disser agora, perde a graça", brincou.

Questionada sobre uma proposta de elevar a CPMF dos 0,2% inicialmente propostos para 0,38%, Dilma confirmou que a proposta a ser enviada pelo Congresso será a de 0,2%. "A nossa proposta é carimbada, ela vai assim, agora como será feito no Congresso é um outro processo de discussão".
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