Dilma: “minha luta é em defesa da democracia”

"O impeachment não tem fundamento. Eu vou fazer a defesa do meu mandato com todos os instrumentos previstos em nosso Estado democrático de direito", destacou a presidente em um duro discurso contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar o pedido de impeachment contra ela; durante sua fala nesta sexta-feira 4, em Brasília, o público gritava "não vai ter golpe" e "fora, Cunha"; Dilma voltou a provocar Cunha ao dizer que não tem "nenhum ato ilícito previsto na nossa Constituição", nem "conta na Suíça"; "Essa não é uma luta em defesa de uma pessoa, mas da democracia", enfatizou; "Pela saúde da democracia, temos que defendê-la contra o golpe"

Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff fez nesta sexta-feira 4 um duro discurso contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar o pedido de abertura do processo de impeachment contra ela no Congresso Nacional. A decisão foi lida ontem por ele em plenário.

"O impeachment não tem fundamento. Eu vou fazer a defesa do meu mandato com todos os instrumentos previstos em nosso Estado democrático de direito", afirmou Dilma, durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília.

Durante sua fala, o público gritava "não vai ter golpe" e "fora, Cunha". Dilma voltou a provocar o presidente da Câmara, como em pronunciamento feito à nação esta semana, logo após a decisão de Cunha pelo impeachment.

"As razões [para o impeachment] são inconsistentes, são improcedentes. Não cometi nenhum ato ilícito previsto na nossa Constituição. Não tenho conta na Suíça. Não tenho na minha biografia nenhum ato de uso indevido do dinheiro público", afirmou.

A presidente destacou que "essa não é uma luta em defesa de uma pessoa, mas da democracia". "Não vamos nos enganar. O que está em jogo agora são as escolhas políticas que nós fizemos nos últimos 13 anos", ressaltou.

"Essa conferência vai ficar para a história. Em defesa da nossa saúde e da saúde da nossa democracia", disse Dilma. No fim de seu discurso, a presidente afirmou que vai continuar lutando e governando "até 2018". "Pela saúde da democracia, temos que defendê-la contra o golpe", concluiu."
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